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NUTROLOGIA

Diabetes gestacional e risco a longo prazo cardiovascular

Diabetes gestacional e risco a longo prazo cardiovascular
NUTROLOGIA

Uma análise dos dados da coorte UK Biobank está fornecendo aos médicos uma visão abrangente dos riscos cardiovasculares de longo prazo associados ao diagnóstico de diabetes mellitus gestacional. A análise da coorte sugere que a presença de diabetes gestacional foi associada a um aumento de 33% no risco de doença arterial coronariana (DAC), 67% no risco de infarto do miocárdio, 69% no risco de acidente vascular cerebral e 42% no risco de insuficiência cardíaca.

O estudo, que foi apresentado na reunião anual da Society for Maternal-Fetal Medicine e publicado no American Journal of Obstetrics & Gynecology, sugere que as mulheres apresentavam uma gama mais ampla de comorbidades cardiovasculares do que os dados anteriores indicavam, com o diabetes gestacional associado a um risco aumentado de DAC, doença arterial periférica (DAP), infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, regurgitação mitral e fibrilação atrial (FA).

“Sabemos que o diabetes gestacional pode levar a problemas cardíacos”, disse a investigadora do estudo Seung Mi Lee, MD, subespecialista materno-fetal e professora associada de obstetrícia e ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Seul, em um comunicado. “Esta pesquisa nos mostra a extensão dos problemas de saúde cardíaca que podem surgir muito depois de alguém dar à luz. O próximo passo é analisar que tipo de medidas preventivas podem ser tomadas durante a gravidez para evitar que doenças cardiovasculares se desenvolvam mais tarde na vida”.

Nas análises de mediação, o grupo de Lee descobriu que o diabetes evidente subsequente explicava 23% da associação entre diabetes gestacional e desfechos cardiovasculares gerais. A hipertensão explicou 11% dessa associação e a dislipidemia explicou 10%.

No resumo publicado, os pesquisadores contextualizam como estudos anteriores sugeriram que uma história de diabetes mellitus gestacional (DMG) pode ser um fator de risco para doença cardiovascular aterosclerótica subsequente. No entanto, há uma escassez de informações sobre diversos desfechos cardiovasculares em mulheres de meia-idade com história de DMG.

O objetivo do estudo foi examinar se as mulheres com história de DMG têm um risco aumentado de desfechos cardiovasculares globais a longo prazo.

O UK Biobank é um estudo de coorte prospectivo que recrutou >500.000 residentes adultos entre 2006 e 2010 com acompanhamento contínuo. Os pesquisadores incluíram 219.330 mulheres que relataram pelo menos um nascido vivo e comparou-se a nova incidência de diversos desfechos cardiovasculares de acordo com a história de DMG por modelos multivariáveis de risco proporcional de Cox. Além disso, a análise de mediação causal foi realizada para examinar a contribuição de fatores de risco bem conhecidos para o risco observado.

Durante o acompanhamento, um total de 13.094 mulheres (6,0%) desenvolveu novos desfechos cardiovasculares globais. Mulheres com história de DMG tiveram um risco aumentado para desfechos cardiovasculares totais (7,80 vs 5,81 novas incidências por 1.000 mulheres-ano entre mulheres com história de DMG e aquelas sem, p < 0,001).

Especificamente, após ajuste para variáveis de confusão, mulheres com história de DMG tiveram risco aumentado para nova ocorrência de:

  • Doença arterial coronariana (HR 1,330, P = 0,003)
  • Infarto do miocárdio6 (HR 1,678, P <0,001)
  • AVC isquêmico22 (HR 1,696, P=0,004)
  • Doença arterial periférica (HR 1,064, P = 0,007)
  • Insuficiência cardíaca8 (HR 1,426, P = 0,013)
  • Regurgitação11 mitral (HR 2,276, P <0,001)
  • Fibrilação/flutter atrial (HR 1,474, P <0,001)

Na análise de mediação, o diabetes16 evidente subsequente explicou 23%, a hipertensão explicou 11% e a dislipidemia explicou 10% da associação entre DMG e desfecho cardiovascular geral.

O estudo concluiu que o diabetes mellitus gestacional está associado a um risco aumentado de desfechos cardiovasculares mais diversos do que se considerava anteriormente, e fatores de risco convencionais, como diabetes subsequente, hipertensãoe dislipidemia, contribuíram parcialmente para essa relação.

Fontes:

American Journal of Obstetrics & Gynecology, publicação em 04 de fevereiro de 2022.

Practical Cardiology, notícia publicada em 07 de fevereiro de 2022.

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As informações disponíveis neste Blog têm o objetivo estritamente informativo e não devem ser usadas para autodiagnostico, automedicação ou para substituir os serviços ou informações médicas e de profissionais da saúde. Em qualquer situação, converse com seu médico de confiança sobre qual o melhor procedimento para o seu caso.

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